02.nov.2005
Novidade no tratamento da artrose

Um tratamento experimental para artrose promete melhorar a vida de milhões de pessoas.

Se você sente algumas dores nas articulações, principalmente nos joelhos e nos quadris, ou percebe que seus dedos da mão estão ficando mais grossos, atenção! Você pode ter artrose.

A medicina vem testando novos tratamentos. Um deles, apesar do nome estranho (PST), promete resolver o problema para muitos doentes.

A artrose é conhecida como a doença da civilização. É o mal mais freqüente entre quem sofre de problemas de articulação.
Segundo o médico José Eid, trata-se de uma doença degenerativa que afeta todas as articulações, principalmente as articulações de apoio, como quadris e joelhos.

A cartilagem é o nosso amortecedor natural. Ela tem a função de absorver o impacto de movimentos simples, como caminhar, pular, correr.
É como uma esponja; tem 80% de água.
Com o tempo, essa cartilagem pode desgastar provocando dores que atrapalham até mesmo as atividades mais rotineiras.

Sete milhões de americanos tem dificuldade nas atividades básicas, como ir ao banheiro e colocar um anel.

Predisposição genética e fatores relacionados a hábitos de vida, tais como obesidade, colaboram para o surgimento da artrose.
Mas não é só isso. Acredita-se que a prática exagerada de atividades físicas esteja colaborando para o aumento dos casos.
É importante fazer exercícios, mas com cuidado.

Quando a artrose se instala, a tendência é que evolua. O agravante é que ela não fica restrita à cartilagem, podendo afetar outras partes do corpo.
A dor nas articulações leva a pessoa a se movimentar menos. Isso atrofia o músculo e pode causar uma alteração na estrutura mecânica do corpo.

Existem tratamentos convencionais para a doença.
Antiinflamatórios, fisioterapias, cirurgia e próteses são os mais comuns.

Também há novidades na área, como o PST (em português, significa Terapia para Sinais Pulsados), que vem sendo estudado no mundo há mais de uma década.
O equipamento de PST age criando um campo magnético na área afetada pela artrose.
Os sinais estimulam a troca de cargas elétricas e o que se espera é que isso regenere a cartilagem.
A terapia PST não é invasiva, nem medicamentosa. Cerca de 70% dos pacientes que experimentam o método apresentam melhoras.
Os efeitos do tratamento começam a aparecer dois meses depois.

O único problema do PST é o custo: R$ 3,5 mil.

No estúdio, Ana Maria tirou dúvidas sobre o assunto com o médico João Gilberto Carazzato, chefe do Grupo de Medicina Esportiva do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Ele salientou que o primeiro sintoma da artrose é a dor nas articulações, seguida por inchaço e atrofia dos músculos.
A artrose é uma doença crônica, uma lesão na cartilagem que pode ser tratada com o fortalecimento da musculatura do corpo.
Mesmo depois de controlada a doença, a pessoa não pode cometer excessos.

Muitas vezes, o paciente tem que mudar a forma de fazer exercício, diminuindo o impacto nas articulações. Por exemplo: se ela gosta de praticar corridas, deve optar pela bicicleta.
Outra atividade recomendada para quem tem artrose é a natação.
O Dr. Carazzato diz que as pessoas devem saber o limite do corpo e fazer os exercícios de acordo com as suas capacidades físicas.
O ideal é a pessoa fazer uma avaliação física e seguir um programa de exercícios específico para a sua estrutura muscular.

Dr. João Gilberto Carazzato
Tel: (11) 5051-0691

Dr. José Eid
Tel: (11) 5051-8788

Dr. Tarcísio E. P. Barros
Tel: (11) 3885-9008

Dr. Lafayette Lage
Tel: (11) 3256-2000